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Table of Contents
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Índice
Apresentação do projeto Entre Palavras 12
1 Planificação globale  planos de aula
2 TESTES
3 Unidade didática
4 Soluções
5 Transcrições  dos recursos áudio e vídeo
                        
Document Text Contents
Page 1

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PORTUGUÊS
António Vilas-Boas
Manuel Vieira

Page 176

Entre Palavras 12 • Dossiê Prático do Professor • 175

TE
ST

ES

Teste de avaliação modelo IAVE n.º 11 | Mário de Carvalho

5. A utilização do advérbio «aí» (linha 25) configura um mecanismo de construção da coesão

(A) interfrásica.

(B) lexical.

(C) temporal.

(D) referencial.

6. O comércio e o consumo do bacalhau definia-se pela incerteza, devido a razões de natureza

(A) geográfica.

(B) política.

(C) fiscal.

(D) financeira.

7. O conector «apesar de» (linha 38) instaura no texto uma lógica de

(A) explicação.

(B) oposição.

(C) alternativa.

(D) concessão.

8. Indica o valor temporal da forma verbal no presente do indicativo, na frase «Converte-se então em
parceria marítima e toma a designação de Parceria Geral de Pescarias,» (linhas 35 e 36).

9. Transcreve o sujeito sintático da frase «Nas primeiras décadas de Quinhentos, reuniram-se esforços
e capitais na organização de frotas destinadas à pesca do bacalhau em Aveiro,» (linhas 9 e 10).

10. Classifica a oração subordinada «Desde que o comércio de bacalhau atingira expressão internacio-
nal» (linha 22).

GRUPO III

O bacalhau é um produto cultural português por excelência, umas das marcas mais fortes da nossa

identidade.

Escreve um texto de opinião, no qual, apoiado em pelo menos dois argumentos e respetivos exemplos,

apresentes outras marcas que consideres típicas do nosso país.

O teu texto deve ter entre 200 e 300 palavras e deve estruturar-se nas três secções habituais.

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Entre Palavras 12 • Dossiê Prático do Professor • 176

Teste de avaliação modelo IAVE

CRITÉRIOS ESPECÍFICOS DE CLASSIFICAÇÃO

Grupo I ............................................................................................................................ 100 pontos

A

Pergunta 1 ............................................................................................................................. 20 pontos

Aspetos de conteúdo (C) ...................................................................................................... 12 pontos

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação

4
Esclarece, adequadamente, a relação entre o narrador e o «fulano» referido na primeira

linha do texto, com base no primeiro parágrafo.
12

3

Esclarece, de modo não totalmente completo ou com pequenas imprecisões, a relação

entre o narrador e o «fulano» referido na primeira linha do texto, com base no primeiro

parágrafo.

9

2

Esclarece, de modo não totalmente completo e com pequenas imprecisões, a relação

entre o narrador e o «fulano» referido na primeira linha do texto, com base no primeiro

parágrafo.

6

1
Esclarece, de modo incompleto e impreciso, a relação entre o narrador e o «fulano»

referido na primeira linha do texto, com base no primeiro parágrafo.
3

Aspetos de estruturação do discurso e correção linguística (F) ........................................ 8 pontos

Estruturação do discurso .......................................................................................................... 4 pontos

Correção linguística .................................................................................................................. 4 pontos

Cenário de resposta:

O narrador pretendia que o «fulano», proprietário de uma embarcação, o transportasse para uma ilha. Contudo,

o «fulano» não se decidia, apresentando desculpas complicadas, o que levou o narrador à impaciência, pensando

mesmo em bater no homem.

Pergunta 2 ............................................................................................................................. 20 pontos

Aspetos de conteúdo (C) ...................................................................................................... 12 pontos

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação

4 Apresenta adequadamente o espaço físico e o espaço social referidos no texto. 12

3
Apresenta, de modo não totalmente completo ou com pequenas imprecisões, o espaço físico

e o espaço social referidos no texto.
9

2
Apresenta, de modo não totalmente completo e com pequenas imprecisões, o espaço físico

e o espaço social referidos no texto.
6

1
Apresenta, de modo incompleto e com imprecisões, o espaço físico e o espaço social

referidos no texto.
3

Aspetos de estruturação do discurso e correção linguística (F) ........................................ 8 pontos

Estruturação do discurso .......................................................................................................... 4 pontos

Correção linguística .................................................................................................................. 4 pontos

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Entre Palavras 11 • Dossier do Professor • 351

Transcrições

TR
AN

SC
RI

ÇÕ
ES

– Mas eu estou do lado da vida…

– Então deve saber que coisas, desse lado, são signi-

ficantes, se as há.

– Estar vivo é significante.

– Meu caro Reis, cuidado com as palavras, viva está a

sua Lídia, viva está a sua Marcenda, e você não sabe nada

delas, nem o saberia mesmo que elas tentassem dizer-

-lho; o muro que separa os vivos uns dos outros é menos

opaco que o que separa os vivos dos mortos.

– Para quem assim pense, a morte, afinal, deve ser

um alívio.

– Não é, porque a morte é uma espécie de consciência,

um juiz que julga tudo, a si mesmo e à vida.

– Meu caro Fernando, cuidado com as palavras, você

arrisca-se muito…

José Saramago, O ano da morte de Ricardo Reis, Lisboa,

Caminho, 2013, pp. 380-382.

Subunidade 4.2 – José Saramago, Memorial
do Convento

Diálogo entre o padre Bartolomeu
Lourenço e Domenico Scarlatti, após o
músico ter executado um improviso no

cravo

– Senhor Scarlatti – disse o padre quando o improvi-

so terminou e todos os ecos ficaram corrigidos, – senhor

Scarlatti, não me gabo de saber dessa arte, mas estou que

até um índio da minha terra, que dela sabe ainda menos do

que eu, haveria de sentir-se arrebatado por essas harmo-

nias celestes.

– Porventura não, respondeu o músico, porque bem

sabido é que há de o ouvido ser educado se quer estimar

os sons musicais, como os olhos têm de aprender a orien-

tar-se no valor das letras e sua conjunção de leitura, e os

próprios ouvidos no entendimento da fala.

– São palavras ponderadas, essas, que emendam as

levianas minhas, é um defeito comum nos homens, mais

facilmente dizerem o que julgam querer ser ouvido por ou-

trem do que cingirem-se à verdade.

– Porém, para que os homens possam cingir-se à ver-

dade, terão primeiramente de conhecer os erros.

– E praticá-los?

– Não saberei responder à pergunta com um simples

sim ou um simples não, mas acredito na necessidade do

erro. (…)

Tendes razão, disse o padre, mas, desse modo, não

está homem livre de julgar abraçar a verdade e achar-se

cingido com o erro.

– Como livre também não está de supor abraçar o

erro e encontrar-se cingido com a verdade, respondeu o

músico.

E logo disse o padre:

– Lembrai-vos de que quando Pilatos perguntou a Je-

sus o que era a verdade, nem ele esperou pela resposta,

nem o Salvador lha deu.

– Talvez soubessem ambos que não existe resposta

para tal pergunta…

– Caso em que, sobre esse ponto, estaria Pilatos sen-

do igual a Jesus?

– Derradeiramente, sim.

– Se a música pode ser tão excelente mestra de argu-

mentação, quero já ser músico e não pregador.

– Fico obrigado pelo cumprimento, mas quisera eu,

senhor padre Bartolomeu de Gusmão, que a minha música

fosse um dia capaz de expor, contrapor e concluir como

fazem sermão e discurso.

– Ainda que, reparando bem no que se diz e como, se-

nhor Scarlatti, se exponham e contraponham, as mais das

vezes, fumo e nevoeiro, e se conclua coisa nenhuma.

A isto não respondeu o músico, e o padre rematou:

– Todo o pregador honesto o sente quando baixa do

púlpito.

Disse o italiano, encolhendo os ombros:

– Fica o silêncio depois da música e depois do sermão,

que importa que se louve o sermão e aplauda a música?

Talvez só o silêncio exista verdadeiramente…

José Saramago, Memorial do convento, Lisboa,

Caminho, 2013, pp. 218-220 (texto adaptado).

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