Download Resumo Historia Das Ideias Politicas PDF

TitleResumo Historia Das Ideias Politicas
File Size277.3 KB
Total Pages45
Table of Contents
                            O pensamento de Heródoto
                        
Document Text Contents
Page 1

RESUMO HISTORIA DAS IDEIAS POLITICAS - ANTIGUIDADE CLÁSSICA E IDADE MÉDIA

do manual do Sr. Professor Diogo Freitas do Amaral

ANTIGUIDADE CLÁSSICA

Péricles e a defesa da democracia

Péricles (século V a.C., de + ou – 495-430 a.C.) foi um nobre ateniense,
homem inteligente e sábio, que abrilhantou a apreciada figura do estadista
culto, moderado e cívico através da sua defesa da democracia (ainda hoje o
“século de Péricles” é conhecido como o período áureo da democracia
ateniense).

Qual o regime político ideal? Quem deve ser governante? Em benefício de
quem se deve governar? Quais as vantagens e inconvenientes respectivos do
governo de um só homem (monarquia, ditadura) e do governo do povo
(república, democracia)?

Na sua apologia pela democracia, Péricles defendia um modelo de
democracia directa, e caracteriza o regime vigente em Atenas como um
regime em que o Estado era administrado no interesse do povo e não das
minorias. Deste modo, este pensador entende que as regras principais da
democracia seriam a igualdade e a liberdade: igualdade, na medida em que
as leis asseguravam a todos um tratamento por igual, e, no que dizia respeito
à vida pública, cada um obtinha uma igual consideração em função dos seus
méritos e valores pessoais (e não em valor da classe social a que se
pertence); a liberdade, seria um princípio fundamental, uma vez que
estimulava a participação da opinião pública, mesmo nos debates que
envolvessem as grandes questões do Estado (pois Péricles entendia que as
grandes questões só tinham a ganhar com a livre discussão e argumentação
das opiniões).

Deste modo, facilmente se conclui que todo o seu discurso fica
indelevelmente marcado pela apologia do equilíbrio, da tolerância e
moderação da acção política, demonstrando particular atenção pelas leis
sociais, e defendendo a possibilidade dos mais pobres saírem da sua débil
situação através do trabalho. Durante o tempo que governou Atenas
(mediante 15 eleições sucessivas para o cargo de estratego), Péricles
privilegiou a qualidade de vida (o desporto, a cultura, os espectáculos, enfim
os “costumes de Atenas” ), exacerbou a prosperidade económica da cidade
(bem como a sua abertura ao exterior), além de elogiar os que morriam como
heróis em defesa da Pátria, exortando aos vivos para que saibam honrar o
exemplo dos que pereceram no cumprimento do dever, bem como as “as
instituições políticas” de Atenas.

Page 2

A democracia ateniense apresentava, contudo, algumas imperfeições e
limitações. Caracterizava-se por ser uma democracia directa e não
representativa, na qual somente participavam os cidadãos de Atenas, ou seja,
os indivíduos que eram filhos de pai e mãe atenienses, com mais de 21 anos
de idade, e com serviço militar cumprido. As mulheres não possuíam
poderes/direitos cívicos nem jurídicos, não podiam possuir propriedades e
era-lhes vedado o ensino. No entanto, respeitava a liberdade de opinião, a
liberdade de entrar e sair do país e outras liberdades essenciais, e conferia
aos cidadãos o direito de participação no debate das grandes questões de
interesse geral.
Facilmente se constata que Atenas era palco de uma sociedade esclavagista,
na qual os metecos (os cidadãos estrangeiros, como veio a ser o caso de
Aristóteles, por exemplo) eram obrigados a cumprir determinados deveres,
como pagar impostos e cumprir serviço militar, além de não poderem
participar da vida política da cidade.

Pontos essenciais:
Péricles elogia a democracia e a sua superioridade sobre os restantes regimes
políticos; a afirmação dos princípios básicos da igualdade, da liberdade e da
participação cívica na vida pública; a apologia do debate público das grandes
questões do Estado; a defesa da tolerância, do equilíbrio e da moderação na
acção política; a atenção particular concedida às leis sociais de protecção dos
pobres e a concepção da possibilidade de “sair da pobreza pelo trabalho”; a
impotante dada à cultura, o desporto, os espectáculos e divertimentos
públicos); a referência, à prosperidade económica da cidade e à sua abertura
do exterior; a ideia de que qualquer país, mesmo democrático, carece de
poderio militar para conseguir defender-se com êxito dos seus inimigos; a
defesa inteligente da ideia de uma sociedade democrática (aberta, tolerante,
organizada civilmente e respeitadora do indivíduo), em contrato permanente
com o modelo oposto de uma sociedade totalitária (fechada, intolerante,
militarizada e colectivista); e, enfim, o elogio dos que aceitam morrer pela
Pátria e a exortação aos vivos para que saibam honrar o exemplo dos que
tombaram no cumprimento do dever.

Heródoto

(em grego, Ἡ - H ródotos, na ρόδοτος ē transliteração) foi um geógrafo e
historiador grego, continuador de Hecateu de Mileto, nascido no século V a.C.
(485?–420 a.C.) em Halicarnasso (hoje Bodrum, na Turquia).
Revelou a história da invasão persa na Grécia. Foi o grande escritor da obra “Histórias”,
onde relata as guerras médicas entre gregos e persas, que é classificada em 9 livros.

O pensamento de Heródoto

http://www.infoescola.com/historia/guerras-medicas/
http://www.infoescola.com/biografias/herodoto/#%23
http://pt.wikipedia.org/wiki/Turquia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bodrum
http://pt.wikipedia.org/wiki/Halicarnasso
http://pt.wikipedia.org/wiki/420_a.C.
http://pt.wikipedia.org/wiki/485_a.C.
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_V_a.C.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mileto
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hecateu_de_Mileto
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia_Antiga
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ge%C3%B3grafo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Translitera%C3%A7%C3%A3o

Page 22

aspecto, o da coacção – pois é o próprio soberano que dispõe da força pública
e esta não pode ser usada contra ele -, no entanto o soberano está sujeito às
leis no seu primeiro aspecto, ou seja, à sua força directiva, aos seus
comandos.
S. Tomás de Aquino considerava a função governativa tão difícil e pesada que
nenhuma recompensa terrena – nem a riqueza, nem a honra, nem a glória –
poderia ser retribuição suficiente para os príncipes dela incumbidos: só a vida
eterna os poderá recompensar.

Estado e Igreja
Em meados estava-se no auge da supremacia do papado, segundo a doutrina
do sacerdotalismo e do “agostinianismo”: o poder espiritual predominava
sobre o poder temporal, pois os titulares deste, como cristãos, tinham de se
submeter à Igreja.
Ora, S. Tomás vem dizer que tanto o poder espiritual como o poder temporal
são legítimos – e têm ambos origem divina.
Segundo ele, a vida sobrenatural é sem dúvida superior à vida terrena, e por
isso S. Tomás de Aquino reconhece, na esteira da tradição medieval, a
primazia do poder espiritual sobre o poder temporal. Mas acrescenta: essa
primazia só se verifica naquilo que se refira à salvação das almas. Ou seja, S.
Tomás de Aquino procura fechar a porta por onde tinham passado todos os
abusos da doutrina da supremacia do poder espiritual sobre o poder
temporal.
E acrescenta que o poder secular só está subordinado ao espiritual enquanto
tal subordinação for requerida por Deus, que é como quem diz, enquanto for
necessária para a salvação da alma, baseando-se no Evangelho de S. Mateus
“dai a César o que é de César”.

A IDADE MODERNA

O espírito do Renascimento e a política

A partir de meados do século XV, entra-se numa nova fase da história da
Europa – a fase do Renascimento, que dá inicio á chamada Idade Moderna.
Conhece-se os seus aspectos fundamentais

Por um lado, dá-se uma atenuação muito forte do espírito religioso global e
envolvente que marcou a Idade Média, e uma clara acentuação do
humanismo e dos valores profanos, com um certo resvalar para o paganismo,
num quadro geral de restauração da cultura greco-romana e dos traços
característicos da Antiguidade Clássica, e da ruptura com a Idade Média. Tudo
o que é humano passa a ser mais importante do que o divino.

Por outro lado, assiste-se á afirmação da supremacia do poder civil sobre as
autoridades religiosas, e ao fortalecimento do poder real.

Similer Documents